Ramon Abatti sofre ofensas e ameaças

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Ramon Abatti sofre ofensas e ameaças

Vivemos numa era em que um comentário se espalha em segundos e, muitas vezes, perde a medida entre opinião e agressão. No caso do árbitro Ramon Abatti Abel, o que deveria ser uma discussão técnica sobre uma decisão de jogo transformou-se em uma onda de insultos, xingamentos e até ameaças contra ele e sua família. Isso ultrapassa a crítica esportiva — atinge a dignidade humana.

Criticar é legítimo e necessário; faz parte do esporte, da democracia e do crescimento. Porém criticar e ofender são coisas diferentes. Ofender, ameaçar e expor a vida privada de alguém por um erro — real ou imaginado — é violência. E violência virtual tem reflexo no mundo real: ansiedade, medo, prejuízos profissionais e até riscos físicos.

Se você professa fé, lembre-se do que a Bíblia nos ensina: amar o próximo, perdoar, não julgar precipitadamente. Palavras como “ameaça” e “insulto” não combinam com quem diz seguir esses princípios. Ir à igreja aos domingos e atacar pessoas durante a semana é contradição; fé verdadeira transforma comportamento, não apenas rotina religiosa.

Peço duas atitudes simples, mas poderosas: primeiro, pense antes de digitar. Pergunte-se: “Isso constrói ou destrói? É justo? Posso dizer isso na frente da pessoa e da família dela?” Segundo, pratique a crítica responsável — seja específico, educado e evite o discurso pessoal. Quando os limites forem ultrapassados, a via correta é a denúncia e a responsabilização pelas formas legais — não a vingança anônima.

O futebol é paixão, política gera debates acalorados, e a internet dá voz — mas voz sem responsabilidade vira arma. Respeito e empatia não são fraquezas: são a base de uma sociedade minimamente civilizada. Se queremos um país e uma comunidade mais cristã, mais humana, comecemos pelo que postamos hoje.

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